Eu não sei se sou forte o suficiente para encarar meus erros, meus sentimentos e meus anseios. Talvez eu seja jovem demais, talvez tenha passado da idade de entender, que amor existe sem sofrimento e esperança sem desilusão.
Sou adulto demais quando eu quero algo, mas sou criança demais para lutar por aquilo. Às vezes eu sou um héroi, outras um menino. Eu deixei mais do que devia para trás, sem pensar nesse meu caminho...
Solitário, eu sei que sou. A única certeza de toda essa história, é que eu sou solitário. Apesar de estar bem com isso, eu não deixo de me questionar, porque o meu coração teve que sofrer tanto, mas eu acho que nunca vou entender isso.
Que fique aqui um testamento, desse ano em que estou vivendo, seja como memória, seja como discurso para o dia da minha morte. Fique marcado que todos os anseios que vivi e os amores que deixei para trás... que fique marcado que eu fui jovem, e que para mim, ao menos, isso durou o suficiente.
terça-feira, 1 de junho de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Dor.
Nada é verdade,
Nem mesmo sua saudade
O passado deixou
Em cada lembrança o odor
O mesmo que roubou
Do meu peito o coração
Que não mais roda engrenagem.
São apenas fios,
Correntes e sistemas
Disfarçados em dilemas
É tudo um desafio
Das almas pequenas
O que somos
Somos apenas
Crianças.
Não vive, não
Sistema de sentimentos
Vagos pensamentos
De tanta solidão
Deixa o alento
Que não mais sustento
Em plena estação
Da nostalgia.
São apenas espaços
Vagos e trágicos
Desejos náufragos
Em meu peito resta
Apenas o fim da festa
Com toda a dor e poesia
O que me resta, se não a menina
Nem a querida, nem a Sinfonia
Do amor.
Eu queria enlouquecer,
Só por um instante
É melhor ver o mundo caber
No brilho inconstante
De um vil diamante
Um sentimento que acaba de nascer
E morre.
Nada é verdade,
Nem mesmo sua saudade
O passado deixou
Em cada lembrança o odor
O mesmo que roubou
Do meu peito o coração
Que não mais roda engrenagem.
São apenas fios,
Correntes e sistemas
Disfarçados em dilemas
É tudo um desafio
Das almas pequenas
O que somos
Somos apenas
Crianças.
Não vive, não
Sistema de sentimentos
Vagos pensamentos
De tanta solidão
Deixa o alento
Que não mais sustento
Em plena estação
Da nostalgia.
São apenas espaços
Vagos e trágicos
Desejos náufragos
Em meu peito resta
Apenas o fim da festa
Com toda a dor e poesia
O que me resta, se não a menina
Nem a querida, nem a Sinfonia
Do amor.
Eu queria enlouquecer,
Só por um instante
É melhor ver o mundo caber
No brilho inconstante
De um vil diamante
Um sentimento que acaba de nascer
E morre.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Ode sobre a Sina.
O metal rouba calor muito rápido da pele,
Assim como essa armadura já me causa hipotermia
O sonho crescido na barriga de um verme
Preenche minha alma de vã nostalgia.
Enferruja em meus lábios sua forma moldada,
Criada para proteger a integridade
A armadura é a mais louca efemeridade
À que minha alma fora roubada.
Acaso não sou o bardo infeliz?
Que por entre as florestas assobia
Monótona e melancólica música
Reza a letra que diz:
Aquele que ama e não sabe sonhar,
Morre com primeiro sopro de ar
O pulmão daquele que desconhece a verdade,
Jamais irá encher-se de coragem.
Então veste-se de roupa maldita,
Tal qual rígida e tenaz
Cobrira teu rosto com símile paz
Até que as noites se transformem em dia.
Amaldiçoará diversas vezes o ofício,
Que dos Deuses a ti foi entregue,
Será poeta, irrisório, incélebre
Será dentre todos mais belo sacrifício.
Então, se o sou, sê-lo-á
Por toda a eternidade.
Até que minhas lágrimas venham a secar
Quando já não houver qualquer necessidade
De existir um poeta para o mundo narrar.
Assim como essa armadura já me causa hipotermia
O sonho crescido na barriga de um verme
Preenche minha alma de vã nostalgia.
Enferruja em meus lábios sua forma moldada,
Criada para proteger a integridade
A armadura é a mais louca efemeridade
À que minha alma fora roubada.
Acaso não sou o bardo infeliz?
Que por entre as florestas assobia
Monótona e melancólica música
Reza a letra que diz:
Aquele que ama e não sabe sonhar,
Morre com primeiro sopro de ar
O pulmão daquele que desconhece a verdade,
Jamais irá encher-se de coragem.
Então veste-se de roupa maldita,
Tal qual rígida e tenaz
Cobrira teu rosto com símile paz
Até que as noites se transformem em dia.
Amaldiçoará diversas vezes o ofício,
Que dos Deuses a ti foi entregue,
Será poeta, irrisório, incélebre
Será dentre todos mais belo sacrifício.
Então, se o sou, sê-lo-á
Por toda a eternidade.
Até que minhas lágrimas venham a secar
Quando já não houver qualquer necessidade
De existir um poeta para o mundo narrar.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Poesia Livre.
Você foi como um anjo, você é minha vida, minha vida solitária
você foi como um anjo ao roubar meu coração
você é a minha vida pois de ti dependo
Minha vida solitária pois não te tenho.
Se não te tenho, quem sou?
Quem sou se não um vago espaço
Estou perdido, um descaso
Nas brincadeiras do destino.
Você foi como um anjo, e eu sinto
A cada batida de meu coração
Que inda se refusa a pulsar
O sangue que faz com que meu corpo vibre
O sangue que faz eu te amar.
Acaso não és, Bela?
Rainha do meu palácio de cristal
Por favor, diga-me que existe,
Existe sim
Um arco-íris no final
Dessa chuva, que castiga
Desse so que instiga
A nossa mais fiel,
Solidão.
Por mais que te abandone
Do peito de ti não largo
És como a calma do insone
És o ultimo trago
De uma vida disforme.
você foi como um anjo ao roubar meu coração
você é a minha vida pois de ti dependo
Minha vida solitária pois não te tenho.
Se não te tenho, quem sou?
Quem sou se não um vago espaço
Estou perdido, um descaso
Nas brincadeiras do destino.
Você foi como um anjo, e eu sinto
A cada batida de meu coração
Que inda se refusa a pulsar
O sangue que faz com que meu corpo vibre
O sangue que faz eu te amar.
Acaso não és, Bela?
Rainha do meu palácio de cristal
Por favor, diga-me que existe,
Existe sim
Um arco-íris no final
Dessa chuva, que castiga
Desse so que instiga
A nossa mais fiel,
Solidão.
Por mais que te abandone
Do peito de ti não largo
És como a calma do insone
És o ultimo trago
De uma vida disforme.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
S.Y.O.S (Save your own soul).
Caminhada-
Não haveria porque botar os pés no chão hoje, afinal, havia tomado café da manhã em fantasia e até agora não havia largado a xícara vazia.
Mas já estava de noite, faltava algo, faltava algo que não sentia a muito tempo. Talvez um pouco de amor, amor qualquer, não desses que se vendem na TV.
E pisei, e caminhei. Como são os primeiros passos de uma flor adormecida, que ao descobrir que vive também sem a luz, tira as raízes do chão para ir em busca de algo. E eu já havia me perdido muito antes de saber que havia sequer um chão para trilhar.
Mas nós redescobrimos, pisada após pisada, chute após chute.O calor nos dedos é sempre uma atenção nossa, só nossa, de nós com a própria morte. É uma forma de encará-la em 20 doses fechadas numa caixa.
O primeiro gosto se mistura o sabor de menta grudado entre os dentes, enquanto a caminhada prossegue, o segundo me lembra amendoim, o terceiro têm finalmente o gosto habitual de queimado. Estranho essa mania da raça humana de por na boca o que não pode ser digerido.
E essa cidade, essa cidade. Existe tudo, calor e frio, chuva e sol, companhia e solidão. A mesma solidão dos palhaços em cima do palco, que riem sozinhos.Mais um espaço para clichés enquanto a inspiração desce em forma de fumaça, para ser jogada fora em versos que se diluirão no ar. É disso que eu sinto falta, de ser apaixonado pela vida. Só queria poder sentir isso mais vezes sem ter que estar tão perto da morte.
Vejo os senhores, enclausurados no abraço da noite, vejo os carros velozes com medo de si mesmos, torturados pelos pensamentos de seus motoristas. Quem não consegue sentir a pureza da madrugada, certamente sente medo. Porque o que nós mais tememos, é quase sempre, o que mais amamos. E eu me despeço da caminhada, enquanto ela segue sua trilha, livre, e feliz por ter dado carona à alguém tão necessitado.
Não haveria porque botar os pés no chão hoje, afinal, havia tomado café da manhã em fantasia e até agora não havia largado a xícara vazia.
Mas já estava de noite, faltava algo, faltava algo que não sentia a muito tempo. Talvez um pouco de amor, amor qualquer, não desses que se vendem na TV.
E pisei, e caminhei. Como são os primeiros passos de uma flor adormecida, que ao descobrir que vive também sem a luz, tira as raízes do chão para ir em busca de algo. E eu já havia me perdido muito antes de saber que havia sequer um chão para trilhar.
Mas nós redescobrimos, pisada após pisada, chute após chute.O calor nos dedos é sempre uma atenção nossa, só nossa, de nós com a própria morte. É uma forma de encará-la em 20 doses fechadas numa caixa.
O primeiro gosto se mistura o sabor de menta grudado entre os dentes, enquanto a caminhada prossegue, o segundo me lembra amendoim, o terceiro têm finalmente o gosto habitual de queimado. Estranho essa mania da raça humana de por na boca o que não pode ser digerido.
E essa cidade, essa cidade. Existe tudo, calor e frio, chuva e sol, companhia e solidão. A mesma solidão dos palhaços em cima do palco, que riem sozinhos.Mais um espaço para clichés enquanto a inspiração desce em forma de fumaça, para ser jogada fora em versos que se diluirão no ar. É disso que eu sinto falta, de ser apaixonado pela vida. Só queria poder sentir isso mais vezes sem ter que estar tão perto da morte.
Vejo os senhores, enclausurados no abraço da noite, vejo os carros velozes com medo de si mesmos, torturados pelos pensamentos de seus motoristas. Quem não consegue sentir a pureza da madrugada, certamente sente medo. Porque o que nós mais tememos, é quase sempre, o que mais amamos. E eu me despeço da caminhada, enquanto ela segue sua trilha, livre, e feliz por ter dado carona à alguém tão necessitado.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Alone under the moon.
Todos os lobos nascem uivando.
Os primeiros suspiros,
Marcam o cair da noite
Atravessam a alma como tiros
Que fazem sangrar o elixir mais doce.
É a lua proucurando
Pelo seu filho desgarrado
Durante o dia eu escondo
Meus débeis pecados.
Todos os lobos nascem uivando,
Assim como os homens sabem amar
E vamos todos, como tolos
Numa dança sob o mesmo Luar.
As mudanças marcam
A pavorosa transformação
Quando homens se tornam lobos
E matam os próprios irmãos.
Esquecemos a natureza,
Criamos uma sociedade
Aonde todos, enclausurados
Pedem por liberdade
Em silêncio.
Por isso sofremos em vão,
Lágrimas de amores perdidos
Por favor, Escuridão
Aceita-me como teu filho
Pois meu coração
Tornou-se pesado e aflito.
Não há mais saída,
Os raios da lua tocam meu corpo
E eu sinto meu coração entregue
Sinto o pesar sobre meus ombros
A dor de apaixonar-se
Tornase um sentimento rebelde.
Pesadas batidas, que aceleram
O sangue volta a pulsar
Como as ondas de um mar em revolta
Todos os homens sabem amar
O que os lobos ensinam,
Os homens jamais podem aprender.
Todas as noites eles repetem
Nítidamente o mesmo hino
Antes que nós,
Possamos apodrecer.
Tentamos frágilmente,
Os nossos sentidos ignorar
Mas somos os mesmos
Cantando a mesma sinfonia
Sob o mesmo Luar.
Como somos ignorantes,
Pequenos, frágeis e arrogantes
Dançamos como tolos
A mesma sinfonia que os lobos
Há anos tentam mostrar
Os suspiros, viram uivos
A dor de não poder amar.
Os primeiros suspiros,
Marcam o cair da noite
Atravessam a alma como tiros
Que fazem sangrar o elixir mais doce.
É a lua proucurando
Pelo seu filho desgarrado
Durante o dia eu escondo
Meus débeis pecados.
Todos os lobos nascem uivando,
Assim como os homens sabem amar
E vamos todos, como tolos
Numa dança sob o mesmo Luar.
As mudanças marcam
A pavorosa transformação
Quando homens se tornam lobos
E matam os próprios irmãos.
Esquecemos a natureza,
Criamos uma sociedade
Aonde todos, enclausurados
Pedem por liberdade
Em silêncio.
Por isso sofremos em vão,
Lágrimas de amores perdidos
Por favor, Escuridão
Aceita-me como teu filho
Pois meu coração
Tornou-se pesado e aflito.
Não há mais saída,
Os raios da lua tocam meu corpo
E eu sinto meu coração entregue
Sinto o pesar sobre meus ombros
A dor de apaixonar-se
Tornase um sentimento rebelde.
Pesadas batidas, que aceleram
O sangue volta a pulsar
Como as ondas de um mar em revolta
Todos os homens sabem amar
O que os lobos ensinam,
Os homens jamais podem aprender.
Todas as noites eles repetem
Nítidamente o mesmo hino
Antes que nós,
Possamos apodrecer.
Tentamos frágilmente,
Os nossos sentidos ignorar
Mas somos os mesmos
Cantando a mesma sinfonia
Sob o mesmo Luar.
Como somos ignorantes,
Pequenos, frágeis e arrogantes
Dançamos como tolos
A mesma sinfonia que os lobos
Há anos tentam mostrar
Os suspiros, viram uivos
A dor de não poder amar.
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