Você foi como um anjo, você é minha vida, minha vida solitária
você foi como um anjo ao roubar meu coração
você é a minha vida pois de ti dependo
Minha vida solitária pois não te tenho.
Se não te tenho, quem sou?
Quem sou se não um vago espaço
Estou perdido, um descaso
Nas brincadeiras do destino.
Você foi como um anjo, e eu sinto
A cada batida de meu coração
Que inda se refusa a pulsar
O sangue que faz com que meu corpo vibre
O sangue que faz eu te amar.
Acaso não és, Bela?
Rainha do meu palácio de cristal
Por favor, diga-me que existe,
Existe sim
Um arco-íris no final
Dessa chuva, que castiga
Desse so que instiga
A nossa mais fiel,
Solidão.
Por mais que te abandone
Do peito de ti não largo
És como a calma do insone
És o ultimo trago
De uma vida disforme.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
S.Y.O.S (Save your own soul).
Caminhada-
Não haveria porque botar os pés no chão hoje, afinal, havia tomado café da manhã em fantasia e até agora não havia largado a xícara vazia.
Mas já estava de noite, faltava algo, faltava algo que não sentia a muito tempo. Talvez um pouco de amor, amor qualquer, não desses que se vendem na TV.
E pisei, e caminhei. Como são os primeiros passos de uma flor adormecida, que ao descobrir que vive também sem a luz, tira as raízes do chão para ir em busca de algo. E eu já havia me perdido muito antes de saber que havia sequer um chão para trilhar.
Mas nós redescobrimos, pisada após pisada, chute após chute.O calor nos dedos é sempre uma atenção nossa, só nossa, de nós com a própria morte. É uma forma de encará-la em 20 doses fechadas numa caixa.
O primeiro gosto se mistura o sabor de menta grudado entre os dentes, enquanto a caminhada prossegue, o segundo me lembra amendoim, o terceiro têm finalmente o gosto habitual de queimado. Estranho essa mania da raça humana de por na boca o que não pode ser digerido.
E essa cidade, essa cidade. Existe tudo, calor e frio, chuva e sol, companhia e solidão. A mesma solidão dos palhaços em cima do palco, que riem sozinhos.Mais um espaço para clichés enquanto a inspiração desce em forma de fumaça, para ser jogada fora em versos que se diluirão no ar. É disso que eu sinto falta, de ser apaixonado pela vida. Só queria poder sentir isso mais vezes sem ter que estar tão perto da morte.
Vejo os senhores, enclausurados no abraço da noite, vejo os carros velozes com medo de si mesmos, torturados pelos pensamentos de seus motoristas. Quem não consegue sentir a pureza da madrugada, certamente sente medo. Porque o que nós mais tememos, é quase sempre, o que mais amamos. E eu me despeço da caminhada, enquanto ela segue sua trilha, livre, e feliz por ter dado carona à alguém tão necessitado.
Não haveria porque botar os pés no chão hoje, afinal, havia tomado café da manhã em fantasia e até agora não havia largado a xícara vazia.
Mas já estava de noite, faltava algo, faltava algo que não sentia a muito tempo. Talvez um pouco de amor, amor qualquer, não desses que se vendem na TV.
E pisei, e caminhei. Como são os primeiros passos de uma flor adormecida, que ao descobrir que vive também sem a luz, tira as raízes do chão para ir em busca de algo. E eu já havia me perdido muito antes de saber que havia sequer um chão para trilhar.
Mas nós redescobrimos, pisada após pisada, chute após chute.O calor nos dedos é sempre uma atenção nossa, só nossa, de nós com a própria morte. É uma forma de encará-la em 20 doses fechadas numa caixa.
O primeiro gosto se mistura o sabor de menta grudado entre os dentes, enquanto a caminhada prossegue, o segundo me lembra amendoim, o terceiro têm finalmente o gosto habitual de queimado. Estranho essa mania da raça humana de por na boca o que não pode ser digerido.
E essa cidade, essa cidade. Existe tudo, calor e frio, chuva e sol, companhia e solidão. A mesma solidão dos palhaços em cima do palco, que riem sozinhos.Mais um espaço para clichés enquanto a inspiração desce em forma de fumaça, para ser jogada fora em versos que se diluirão no ar. É disso que eu sinto falta, de ser apaixonado pela vida. Só queria poder sentir isso mais vezes sem ter que estar tão perto da morte.
Vejo os senhores, enclausurados no abraço da noite, vejo os carros velozes com medo de si mesmos, torturados pelos pensamentos de seus motoristas. Quem não consegue sentir a pureza da madrugada, certamente sente medo. Porque o que nós mais tememos, é quase sempre, o que mais amamos. E eu me despeço da caminhada, enquanto ela segue sua trilha, livre, e feliz por ter dado carona à alguém tão necessitado.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Alone under the moon.
Todos os lobos nascem uivando.
Os primeiros suspiros,
Marcam o cair da noite
Atravessam a alma como tiros
Que fazem sangrar o elixir mais doce.
É a lua proucurando
Pelo seu filho desgarrado
Durante o dia eu escondo
Meus débeis pecados.
Todos os lobos nascem uivando,
Assim como os homens sabem amar
E vamos todos, como tolos
Numa dança sob o mesmo Luar.
As mudanças marcam
A pavorosa transformação
Quando homens se tornam lobos
E matam os próprios irmãos.
Esquecemos a natureza,
Criamos uma sociedade
Aonde todos, enclausurados
Pedem por liberdade
Em silêncio.
Por isso sofremos em vão,
Lágrimas de amores perdidos
Por favor, Escuridão
Aceita-me como teu filho
Pois meu coração
Tornou-se pesado e aflito.
Não há mais saída,
Os raios da lua tocam meu corpo
E eu sinto meu coração entregue
Sinto o pesar sobre meus ombros
A dor de apaixonar-se
Tornase um sentimento rebelde.
Pesadas batidas, que aceleram
O sangue volta a pulsar
Como as ondas de um mar em revolta
Todos os homens sabem amar
O que os lobos ensinam,
Os homens jamais podem aprender.
Todas as noites eles repetem
Nítidamente o mesmo hino
Antes que nós,
Possamos apodrecer.
Tentamos frágilmente,
Os nossos sentidos ignorar
Mas somos os mesmos
Cantando a mesma sinfonia
Sob o mesmo Luar.
Como somos ignorantes,
Pequenos, frágeis e arrogantes
Dançamos como tolos
A mesma sinfonia que os lobos
Há anos tentam mostrar
Os suspiros, viram uivos
A dor de não poder amar.
Os primeiros suspiros,
Marcam o cair da noite
Atravessam a alma como tiros
Que fazem sangrar o elixir mais doce.
É a lua proucurando
Pelo seu filho desgarrado
Durante o dia eu escondo
Meus débeis pecados.
Todos os lobos nascem uivando,
Assim como os homens sabem amar
E vamos todos, como tolos
Numa dança sob o mesmo Luar.
As mudanças marcam
A pavorosa transformação
Quando homens se tornam lobos
E matam os próprios irmãos.
Esquecemos a natureza,
Criamos uma sociedade
Aonde todos, enclausurados
Pedem por liberdade
Em silêncio.
Por isso sofremos em vão,
Lágrimas de amores perdidos
Por favor, Escuridão
Aceita-me como teu filho
Pois meu coração
Tornou-se pesado e aflito.
Não há mais saída,
Os raios da lua tocam meu corpo
E eu sinto meu coração entregue
Sinto o pesar sobre meus ombros
A dor de apaixonar-se
Tornase um sentimento rebelde.
Pesadas batidas, que aceleram
O sangue volta a pulsar
Como as ondas de um mar em revolta
Todos os homens sabem amar
O que os lobos ensinam,
Os homens jamais podem aprender.
Todas as noites eles repetem
Nítidamente o mesmo hino
Antes que nós,
Possamos apodrecer.
Tentamos frágilmente,
Os nossos sentidos ignorar
Mas somos os mesmos
Cantando a mesma sinfonia
Sob o mesmo Luar.
Como somos ignorantes,
Pequenos, frágeis e arrogantes
Dançamos como tolos
A mesma sinfonia que os lobos
Há anos tentam mostrar
Os suspiros, viram uivos
A dor de não poder amar.
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