A minha solidão.
A minha solidão é indivisível,
A minha solidão é um egoísmo
É não achar em nenhuma outra alma
Uma beleza suja equiparável à sua.
A minha solidão é indivisível,
A minha solidão é um abismo
É um permisso
É um vazio
A minha solidão é fria
Independente de compania
A minha solidão é indivisível.
A minha solidão é um estado constante
De angústia no peito
De um ar rarefeito
Puxado por um pulmão morto.
A minha solidão não tem fim
A minha solidão é um som
A minha solidão é parte de mim.
A minha solidão é indivisível.
A minha solidão é a lua cheia,
É o nascer do sol
É o vento no rosto.
A minha solidão é só um pouco
A minha solidão é tudo
A minha solidão é indivisível
É a fé do Ateu
A minha solidão sou eu.
sábado, 31 de outubro de 2009
Devaneio.
Olho da janela
Vejo pressa, vejo uma lua distante
Vejo-me distante
Vejo-a distante.
Olho da janela,
Vejo lua, vejo uma pressa distante
Vejo-me distante
Vejo a amante.
Olho da janela, vejo uma outra janela
Uma janela distante
Vejo-me distante
Involuntário,
Proucuro um colo, um espaço.
Olho da janela
Vejo um espaço distante, uma lua
Vejo um instante.
Olho da janela
Dou um beijo em Isabella
Que vai distante
Num instante.
Olho da janela,
Vejo apenas a luz do poste,
Um semáforo enorme regulando a vida os espaços
Os pedaços marcados de um novo retrato
A ilusão de tudo inventado
Olho da janela,
E termino de compor o que agora você lê.
E vejo-me distante.
Vejo pressa, vejo uma lua distante
Vejo-me distante
Vejo-a distante.
Olho da janela,
Vejo lua, vejo uma pressa distante
Vejo-me distante
Vejo a amante.
Olho da janela, vejo uma outra janela
Uma janela distante
Vejo-me distante
Involuntário,
Proucuro um colo, um espaço.
Olho da janela
Vejo um espaço distante, uma lua
Vejo um instante.
Olho da janela
Dou um beijo em Isabella
Que vai distante
Num instante.
Olho da janela,
Vejo apenas a luz do poste,
Um semáforo enorme regulando a vida os espaços
Os pedaços marcados de um novo retrato
A ilusão de tudo inventado
Olho da janela,
E termino de compor o que agora você lê.
E vejo-me distante.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Meus sonhos Mortos.
Caem desfalecidos e beijam o chão.
Sob a lâmina do algoz do tempo
Rasga com luz o véu da escuridão
No âmago das trevas desfiz o juramento.
E lá se vão, ao longe sonhos mortos
Para a terra das sereias e harpas
A terra daonde não se escapa
O cemitério da flor de lótus.
A pele branca, paixão e esquecimento
Com demônios e anjos eu caminhei
Sobre meus ombros o reino do desalento,
Em minha cabeça a coroa de um Rei.
E lá se vão, meus sonhos trucidados
Aonde nenhum ser foi convidado
O cemitério, a dor e a cruz
Aonde sequer uma faísca reluz.
Jaz, como passado diluido em vida
As minhas amargas ilusões perdidas
E agora eu sou um nada
Lobo sem garras, guerreiro sem espada.
Abandono, e sigo para o Horizonte
Remadas lentas no mar da morte
Eu abandonei a maldição de Caronte
Sigo entregue à propria sorte.
Sob a lâmina do algoz do tempo
Rasga com luz o véu da escuridão
No âmago das trevas desfiz o juramento.
E lá se vão, ao longe sonhos mortos
Para a terra das sereias e harpas
A terra daonde não se escapa
O cemitério da flor de lótus.
A pele branca, paixão e esquecimento
Com demônios e anjos eu caminhei
Sobre meus ombros o reino do desalento,
Em minha cabeça a coroa de um Rei.
E lá se vão, meus sonhos trucidados
Aonde nenhum ser foi convidado
O cemitério, a dor e a cruz
Aonde sequer uma faísca reluz.
Jaz, como passado diluido em vida
As minhas amargas ilusões perdidas
E agora eu sou um nada
Lobo sem garras, guerreiro sem espada.
Abandono, e sigo para o Horizonte
Remadas lentas no mar da morte
Eu abandonei a maldição de Caronte
Sigo entregue à propria sorte.
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