sábado, 23 de janeiro de 2010

My Immortal.

Você continua mentindo,
Essa sua farsa nojenta
E contaminada de sangue.
O lamento dos anjos
Pode ser ouvido de longe.

Quanta ignorância,
Você é apenas uma humana.
E eu, do meu trono imortal
Tento com uma mente
Sobrenatural
Entender o que você sente.

A vida é longa, dura demais
Até para os que vivem pouco.
Espero a próxima cicatriz
Que se fechará no outono,
Minha amada meretriz.

Vazio.

As pessoas não mudam, as pessoas parecem morrer lentamente em suas vidas, não conseguem dar um salto no escuro, apesar de saberem que conseguem ultrapassar o buraco da ignorância e chegar à luz.
Meu peito dói, dói de aflição e decepção. Dói ver que as pessoas poderiam ser mais felizes, completas, pacíficas. E que a mudança é muito menos sofrida do que continuar no mesmo lugar, embora elas prefiram ficar estáticas.
Deus talvez tenha se arrependido ao criar a lei da inércia... E o nosso querido Newton certamente morreu de desgosto com a própria descoberta. É a única explicação que eu consigo achar. Um corpo em movimento retilíneo uniforme tende a manter o seu movimento, um corpo parado tende a permanecer parado. O atrito das almas é a escuridão em si, enquanto o movimento retilíneo nos levará para o inferno.
Acho que li isso em algum filme, ainda tenho as legendas na minha cabeça. "Para que o mal seja feito, basta que as pessoas de bem não façam nada." Infelizmente não lembro o filme... porém outra passagem cabe bem à esse momento, no filme corrente do bem, quando o menino diz que o mundo inteiro perde quando uma pessoa desiste de tentar ser melhor.
E eu... que estou cada vez mais perdido nas minhas mudanças, não me vejo em lugar nenhum, em casa alguma. Parece que sou só eu mudando enquanto o mundo reza estático a mesma oração sombria. Espero um dia ganhar asas quando isso tudo desabar.

Amém.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Reflexão.

Mentiras sobre o pêndulo,
Falsificadas, adoradas
Dócilmente maqueadas
Para parecerem um verdadeiro
E pavoroso show de piadas.

Sob o mesmo firmamento,
Em que jazem os sonhos, as fadas
Eu vejo o inferno tornar-se ao menos
Um lugar de poucas palavras.

Mas não sei, se o mundo vai girar
Como gira o pêndulo de cristal
Não sei, se iramos aguentar
Até o dia do juízo final.

E quando voltar, traga consigo
Não apenas o apocalipse
Mas traga algo menos mecânico
Traga algo que existe.

Por isso Deus, perdôe nossos erros
De pobres, pequenos mortais.
Somos apenas, frágeis
Loucos, sábios, normais.