Caem desfalecidos e beijam o chão.
Sob a lâmina do algoz do tempo
Rasga com luz o véu da escuridão
No âmago das trevas desfiz o juramento.
E lá se vão, ao longe sonhos mortos
Para a terra das sereias e harpas
A terra daonde não se escapa
O cemitério da flor de lótus.
A pele branca, paixão e esquecimento
Com demônios e anjos eu caminhei
Sobre meus ombros o reino do desalento,
Em minha cabeça a coroa de um Rei.
E lá se vão, meus sonhos trucidados
Aonde nenhum ser foi convidado
O cemitério, a dor e a cruz
Aonde sequer uma faísca reluz.
Jaz, como passado diluido em vida
As minhas amargas ilusões perdidas
E agora eu sou um nada
Lobo sem garras, guerreiro sem espada.
Abandono, e sigo para o Horizonte
Remadas lentas no mar da morte
Eu abandonei a maldição de Caronte
Sigo entregue à propria sorte.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
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