Todos os lobos nascem uivando.
Os primeiros suspiros,
Marcam o cair da noite
Atravessam a alma como tiros
Que fazem sangrar o elixir mais doce.
É a lua proucurando
Pelo seu filho desgarrado
Durante o dia eu escondo
Meus débeis pecados.
Todos os lobos nascem uivando,
Assim como os homens sabem amar
E vamos todos, como tolos
Numa dança sob o mesmo Luar.
As mudanças marcam
A pavorosa transformação
Quando homens se tornam lobos
E matam os próprios irmãos.
Esquecemos a natureza,
Criamos uma sociedade
Aonde todos, enclausurados
Pedem por liberdade
Em silêncio.
Por isso sofremos em vão,
Lágrimas de amores perdidos
Por favor, Escuridão
Aceita-me como teu filho
Pois meu coração
Tornou-se pesado e aflito.
Não há mais saída,
Os raios da lua tocam meu corpo
E eu sinto meu coração entregue
Sinto o pesar sobre meus ombros
A dor de apaixonar-se
Tornase um sentimento rebelde.
Pesadas batidas, que aceleram
O sangue volta a pulsar
Como as ondas de um mar em revolta
Todos os homens sabem amar
O que os lobos ensinam,
Os homens jamais podem aprender.
Todas as noites eles repetem
Nítidamente o mesmo hino
Antes que nós,
Possamos apodrecer.
Tentamos frágilmente,
Os nossos sentidos ignorar
Mas somos os mesmos
Cantando a mesma sinfonia
Sob o mesmo Luar.
Como somos ignorantes,
Pequenos, frágeis e arrogantes
Dançamos como tolos
A mesma sinfonia que os lobos
Há anos tentam mostrar
Os suspiros, viram uivos
A dor de não poder amar.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
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Gostei. Lobos são fascinantes. Já leu o tótem do Lobo? Não tive chance de ler todo, mas é muito mágico.
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