sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Minha Culpa.

Eu fui realmente assim?
Que fiz eu para tal sofrimento,
Cadê o juiz pra me explicar
A pena desse julgamento?

O que eu fiz, que fiz eu
Senão um pobre guerreiro?
Qual dos silêncios em mim se rompeu,
Na borda do desfiladeiro?

O que me mata, Mata-me
Me estrangula, esculpe-me
Em milhares de versos tento achar
Explicação para o meu chorar.

Será que fui tal Cruel?
Perdoa-me, Abel
Pois a minha inveja agora é o sangue
Que corre nas veias desse errante.

Vago, por entre as ruínas da sociedade entorpecida
E tento entender
Com a minha ínfima inteligência suicida,
O porque de tanto sofrer.

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